—Você está louco?!
Gritou a m?e de Zoe, enquanto andava até o marido, lhe dando um belo tapa na cara. Logo depois veio Arthur, e me ajudou a levantar, me apoiando em seus ombros.
—Akira, tudo bem?
Olhei para ele, com a testa sangrando e sorri.
—Obrigado, está tudo sim.
O mesmo me olhou com desconfian?a, eu poderia estar em todos os estados possíveis, menos bem. Aproximou Zoe e limpou o sangue na minha testa, enquanto segurava o choro e me pedia desculpas.
—Por que o defende?!
Berrava o homem, enquanto sua esposa berrava de volta:
—Você está agredindo uma crian?a!
Depois interveio seu marido:
—Uma crian?a espadachim, ele só luta por arrogancia, carrega uma espada e acha que é o melhor do mundo, só por isso!
Eu olhava a briga, enquanto ainda era ajudado pelos meus amigos, ent?o com confian?a e sem medo, falou Arthur:
—E você tem como provar isso?
Apertou os dentes o pai da garota, e berrou novamente:
—Provas? Ele quase nos matou no lago!
—é quase, mas n?o aconteceu. O Akira pulou para me proteger, e você n?o percebe nem isso—Respondeu o Arthur calmamente e continuou:
—Os extintos dele gritaram para me proteger, e nada de ruim aconteceu. Ele mesmo com você o batendo e machucando, nunca que o Akira levantou a voz ou a lamina. Você está com raiva de algo do seu passado, n?o dele!
O que Arthur disse foi doloroso para o homem, em seus olhos, pude ver ele se lembrando de algum passado doloroso envolvendo homens com espadas.
—Papai... O Akira é legal!
Disse a Zoe, depois de terminar de limpar minha ferida, e esconder o rosto em meu peito, eu com a m?o livre, a toquei na cabe?a com prote??o. A verdade que queria usar minha espada para lutar com meus familiares e proteger as pessoas, n?o para causar aquele tipo de intriga, ou alguma morte...
Saki pode ver a tristeza passar pelos meus olhos, colocou a m?o no ombro de Kujo e disse:
—Ja chega meu amigo, seu trauma o levou longe de mais dessa vez. Vamos voltar para casa e pensar sobre isso.
A m?e de Zoe concordou, e puxou o marido pela m?o, e saíram dali. Saki se aproximou de mim e se curvo.
—Me desculpe por isso, Akira.
Eu vi, n?o era culpa dele, se a culpa era de alguém, era minha.
—Tudo bem, eu também pe?o desculpas.
O homem levantou a cabe?a e sorriu, pegou o saco com a cabe?a do animal e disse animado:
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—Se importa de eu levar isso?
Eu acenei com a cabe?a concordando, e saiu ele realizado pelo objeto que conseguiu, e no quintal da minha casa, ficamos eu, Zoe e Arthur, sozinhos...
—Como você tá?
Perguntou meu amigo, eu disse que estava bem e sai do seu apoio, mas logo cai de cara na areia do ch?o.
—Eu acho que n?o.
Disse ele, com cara de bobo, depois riu Zoe.
—Deixa eu me achar um pouco...
Depois de eu dizer aquilo, rimos e fomos aliviando o clima de pouco em pouco.
Eu me sentei, e come?amos a falar sobre a luta na floresta a alguns dias atrás.
—Você foi insano, pensou na estratégia perfeita!
Disse-o, mas logo intervi:
—Só deu certo por que ajudaram.
Zoe riu, e pulou em cima de nós dois e disse:
—O importante: estamos vivos!
Nós dois nos olhamos e sorrimos, come?amos a rodar com a garota nos bra?os. Foi divertido e eu finalmente tive um pouco de paz, quem diria que erguer uma katana n?o me traria satisfa??o, mas sim levantar a minha amiga com a ajuda de Arthur...
Depois de um tempo brincando e conversando, os dois foram para suas casas antes do sol cair, eu fui dormir, no dia seguinte, logo peguei minha lamina, olhando para ela em minhas m?os, e entendendo que eu pude provar minha for?a, eu senti leve satisfa??o, mas ainda estava incomodado. Quando sai para o quintal, eu vi Arthur no port?o e em suas m?os... Uma espada?!
Eu corri até ele e disse:
—Ei, por que está com isso?
Arthur me viu, sorriu e disse:
—Bom dia! Eu me admirei com aquele combate contra o animal, eu e você trabalhamos t?o bem juntos, e ver meu amigo empunhar uma espada e arriscar a vida... Me encheu de vontade de praticar. Por favor, Akira!
Ele se curvou e depois continuou falando:
—Me deixa treinar com você!
Fiquei em choque, e sem rea??o alguma... Como assim por minhas a??es ele se inspirou? Eu sorri levemente para ele e respondi:
—Claro, será uma honra!
O garoto levantou a cabe?a, sorrindo, e sacou a espada.
—Quando come?amos?! Eu vou enfrentar um crocodilo também?!
Me surpreendi e disse:
—Ei ei calma aí, eu sei que você tem um talento absurdo, mas tem que aprender a usar isso nas suas m?os, primeiro... Abaixa isso ai.
Ele rapidamente obedeceu e pediu desculpas, depois continuei:
—Você porta uma arma que pode definir seu destino e talvez de outras pessoas, n?o seja imprudente em um combate.
Ele observou tudo com aten??o, parecia me ver como um mestre e eu logo percebi.
—E entenda, eu n?o sou seu mestre, só sou um parceiro de treino, tá bom?
Arthur concordou, observei a falta de dificuldade que tinha em segurar uma espada, eu que treinei todo o tempo e ele só faz... Por algum motivo, fiquei feliz em ver a facilidade dele, ent?o era só pular para o treino de golpes, vai ser bem rápido, e n?o duvido nada que logo serei superado... Bufei de saco cheio.
—Tudo bem, Akira?
Levantei a cabe?a e disse que sim, mandei ele me seguir para dentro, ficamos no quintal, eu saquei a espada e ordenei me seguir nos movimentos. Comecei a desferir golpes básicos, e o mesmo me acompanhou... Perfeitamente!
—Peste ruiva maldita...
Ele olhou para mim surpreso:
—O que foi?
Me recuperei e disse:
—Nada de mais, vamos continuar!
N?o pude deixar de me frustar fortemente, mas eu estava bem, n?o era como antes, talvez eu tivesse... Amadurecido?
Por algum motivo, eu fiquei feliz pelo talento dele, eu n?o desejo que alguém passe pelo o que eu passei para chegar aonde cheguei.
E foi algumas horas de nós dois treinando, e no final da tarde ele me surpreendeu de novo:
—Akira, vamos duelar!
Eu parei brutalmente meus treinos e olhei para ele desacreditado, apoiei a espada no ombro e sorri com arrogancia.
—Acha mesmo que pode se comparar comigo? Hahaha!
Logo se irritou e disse:
—Ent?o vamos ver, agora!
Embanhei minha espada e andei até o outro lado do quintal, ordenei para ele ficar pronto, o mesmo se posiciono com a espada já em m?os.
—Venha, Arthur!
E dito e feito, avan?ou com maestria, embora ele tivesse erros em sua corrida, já era mais forte que muita gente. Coloquei a m?o na espada e me posicionei para atacar, Arthur logo preveu que ia atacar com um corte horizontal, mas depois dei um passo a frente e só desembainhei metade da espada, batendo com o cabo em sua barriga, ele soltou a espada e caiu de joelhos segurando seu est?mago.
Mesmo tendo talento, a minha experiência em combate compensou, me dando a vitória naquela luta, eu me abaixei e disse:
—O que eu disse? N?o seja imprudente!
Arthur levantou a cabe?a com uma leve express?o de dor e disse:
—Como eu ia saber que você ia fazer o movimento mais imprevisível de todos?
Eu sorri e disse:
—N?o sabia, se tu n?o consegue se esquivar ou defender, ent?o recue. Ou pode morrer se preferir.
Estendi minha m?o para ele, e o ajudei a levantar.
—Você é arrogante, Akira.
Andei até a espada de Arthur e a coloquei em suas m?os.
—Você precisa ser arrogante da forma certa, se n?o será pisado. A motiva??o certa pode fazer você continuar ou desistir...
Ele se admirou e de forma rápida entendeu, e concordou obviamente. Parecia que estava anotando mentalmente o que eu disse, e ent?o guardou sua espada na bainha.
—Vem, vou com você para casa.
Ele acenou com a cabe?a, e come?amos a caminha até a sua casa, no caminho eu ouvi o Arthur dizer:
—Akira, você me enganou e fez eu pensar que ia desferir um corte horizontal n?o é? Foi bem inteligente!
Arregalei os olhos, e percebi que Arthur era igual a mim, pensava no meio do combate e analisava tudo, se n?o fosse por sua falta de experiência, n?o só poderia ter desviado do golpe, mas também iria contra-atacar... Que talento!
—Sim, meu combate muitas vezes é lógico, e muitas vezes é só pela vontade de vencer.
—Mas ser movido pela vontade n?o seria imprudência, Akira?
Perguntou ele, ent?o respondi:
—Arthur, muitas vezes se olhar pela lógica, você ira perder muitas e muitas vezes, mas as vezes quando joga tudo ao vento, percebe que ao abra?ar a sanidade, é a porta de entrada para uma vitória.
Ele entendeu, assim como a arrogancia, tinha que saber quando pensar e quando ser maluco.
—Akira, você é insano mesmo!
Sorri e disse que logo logo iríamos por na prática aquilo.
Quando chegamos na sua casa, Saki, seu pai. Abriu a porta e sorriu, ele perguntou se era por mim que o seu filho queria uma espada, Arthur respondeu que sim, seu pai riu e acariciou nossas duas cabe?as.
—Ei Akira, me desculpa novamente pelo pai da Zoe.
Eu tirei a m?o do ogro da minha cabe?a e disse que estava tudo bem.
—Laminas podem ser feitas do mesmo material, mas quem as carregam n?o s?o os mesmos. Agora se me dá licen?a...
Me curvei e sai andando, quando passeava pela margem do rio do fim, observei o sol se pondo, eu realmente n?o entendia o pai da minha amiga, mas eu n?o podia odia-lo ou culpar, já que seu trauma n?o é culpa sua...
—Vou provar ele a diferen?a entre samurais...

